O Eremita Solitário e sua Árvore
O conto do Eremita Solitário e sua Árvore
O Eremita Solitário subia em direção às montanhas. Não se sabe ao certo se por algum motivo ou não, mas ele sabia.
Ao meio do caminho, o Eremita encontrou, numa árvore, uma única semente que parecia ter sido confiada a ele.
Passando por tempestades e tormentas, sol e frio, o Eremita Solitário subiu aquela montanha e lá ficou, estabelecendo-se por muito tempo.
No ponto mais alto daquela rocha, havia um local terroso, de onde dava para ver toda a montanha e todo o vale, sendo ali o ponto mais alto. Aves voavam sem lar por ali. E ali ele plantou aquela semente. E por muito mais tempo cuidou e cuidou daquela semente, até que ela se tornou uma grande árvore. E, no primeiro ano do primeiro fruto, a árvore o chamou, e era hora de ele partir.
Ela disse:
“Me plantaste acima das nuvens, numa montanha antes solitária. Foste, ó Eremita Solitário, meu curador e protetor, e eu me fiz por sua companhia por esse tempo. Mas chegou o tempo de partir, pois agora serei guardiã desta montanha. Aves se aninharão em mim, e eu lhes serei lar e proteção até que elas voem e partam daqui. Assim como agora, meu Eremita Peregrino, precisas partir.”
E dos galhos ela lhe partiu um e lhe deu como cajado, e disse:
“Pegue destes meus galhos um cajado, pelo qual eu, sua árvore, poderei lhe ser companhia e companheira por onde passares. Vá agora, meu Eremita Peregrino, até que seu caminho te traga aqui.”
E o Eremita Peregrino partiu para terras distantes, onde o sol se põe, levando consigo aquele cajado que era a sua árvore companheira.
E a árvore se tornará guardiã daquele vale.
Conto de Lincoln Daniel C.S.
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