🌕 “O Que É Amar”

de Lincoln Daniel C.S.


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Penso à luz da lua.
Penso no luar.
Penso no que é amar.
Se todas as palavras penso,
E em versos escrevo,
Em canção conto,
Como poderia me calar,
Se ainda não compreendi por completo o que é amar?


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Penso no Senhor e em Seu amor,
E olho ao redor, me vem grande, grande temor.
Passei pela escuridão,
Pelas trevas e desolação,
Até que vi a luz do luar,
Em Seu tão adorável e doce olhar.

Por isso penso à luz do luar,
O que é, o que é amar?
Vi tão forte luz — Jesus.

Escrevo em letras e poemas,
Antigas canções, antigas orações,
Que sopram perfume nos ventos,
Antigos, antigos, antigos.

Sei que enxerga, sei que me vê, sei.
Observa-me, sei que me ama,
Mesmo eu, eu, tão errado eu,
Eu que não sei amar.

Escrever faz minha alma acender.
Não sei o que virá, nem o que vem.
Mas em breve vou entender,
Em que tudo isso se tornou algo que não durou,
Além de algumas eternidades.

E o vento vem e vindo acenderá,
O fogo que nunca deve apagar,
Da fé, no meu olhar.

E quando escrever, cada palavra a orar,
As antigas canções a cantar,
E aquelas antigas orações a se realizar.
Pois oro, oro — não para mudar o destino,
E sim eu, inteirinho.

Eu não sei o que o amanhã traz,
Mas o aguardo em paz.
A luz que amanhã traz,
E quando o sol acender e clarear,
A brilhar no céu.

Gira, gira, a girar,
Brilha, a brilhar,
O sol gira, sol — até a lua chegar.

E a poesia vem a me chamar,
Com os mais antigos sussurros,
Trazendo os ancestrais segredos da criação.

Venho escrever mais uma canção, com o tempo, e espero.
A lua gira e se move,
E move as águas agitadas do meu coração.

E como um mar tranquilo e sereno,
Aguardo pelo amor que ainda não compreendi,
E muito venho aprendendo,
Com o meu Autor, o grande Senhor do sol e da lua,
Também dos mares e águas da minha alma,
E dessa minha canção.

Eu fico em busca da mais bela canção,
Esperando as letras do meu coração.

Mas a mais bela melodia de alegria,
Um coração sincero, dirigido pelo destino certo,
De um Senhor que sempre está perto,
Mesmo no silêncio, e quando vem o incêndio,
Quando o medo vier, por não saber do amanhã.

E se a manhã demorar, o Senhor será a minha grande luz.
E se não sentir nada, nada me irá mentir.
Creio somente e me basta,
E o tempo passa, tão curto que é.


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Para admirar as estrelas,
As árvores, a natureza,
O anoitecer e o amanhecer,
Tão rápido para fugir do amor
Que me há de florescer,
Por aquilo que tive medo de estragar,
E o que o frio na barriga senti de viver.

Uma vida simples,
Com uma simples e bela melodia,
Cantada com alegria
Pelo Autor da poesia,
A poesia do Rei que reina de noite e de dia.

Para sempre, meu coração,
Sua canção não acabará,
Pois sei que vive, e para sempre, e sempre reinará.

Algum dia hei de entender o que é,
O que é amar.
Até onde entendi, é cuidar.


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Cuidar por cuidar,
Cuidar sem nada esperar,
Cuidar na pureza,
Na pureza viver.

E daquilo que não se espera,
E nada promete, mas tudo entrega.

Como hoje, naquela noite, que escrevia sob o luar,
Como naquele dia, que me via, com o seu olhar,
Sempre a brilhar.


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 🌕Fim — “O Que É Amar” 🌕
Um poema de fé, tempo e revelação — escrito sob o luar.

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