O Autor e seus contos
Pois este é o conto do escritor que escreve.
O escritor sentou-se para escrever as ideias que dentro dele criavam um grande rebuliço. Não que ele tivesse parado para pensar e estruturá-las. Elas simplesmente surgiam em sua mente e o deixavam inquieto até que fossem materializadas e viessem a este mundo.
Conto após conto, história após história, tudo o que o escritor escrevia revoltava-se contra ele, como se ele quisesse expressar algo, mas todas aquelas histórias dissessem o contrário.
Então o escritor parou.
Escreveu um poema.
E esse poema lhe mostrava exatamente isso.
Então voltou a escrever mais um conto.
E o conto é este que você mesmo lê agora.
Todas as histórias se tornam uma ponte. E elas trazem consigo uma passagem ou uma parede. E, às vezes, as duas coisas.
E essas duas coisas caem sobre o escritor como um oceano em meio aos deuses, rompendo entre trovões e relâmpagos para que a verdade apareça.
E talvez as respostas nunca cheguem.
Ou talvez todas as respostas já lhe tenham sido entregues, e nada mais, antes que haja alguma ação, virá.
Pois, como é dito:
É agora ou nunca.
— O Escritor
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